O rádio foi o mais omisso dos meios de comunicação na discussão do impeachment

Amizades se desfizeram, discussões ardentes entre familiares aconteceram, no trabalho, nas redes sociais, nas faculdades, todo mundo se posicionou, defendeu, ofendeu, incendiou o país que agora está dividido. São dois lados bem definidos e inclusive com a grande imprensa escolhendo um deles e assim cometendo o erro mais grave que poderia cometer: escolher um lado e não abrindo espaço para a discussão. O rádio limitou-se a reproduzir o que os portais e a grande imprensa repercutiram. O momento mais importante da história política recente do país e o rádio não ouviu seus ouvintes, não discutiu, não promoveu um debate, nada disso. Perdeu a chance de ter um papel importante em todo o processo. A culpa disso seria dos comunicadores? Dos donos de rádio? Da população que não cobrou?
Esse impeachment partiu de uma classe dominante revoltada. Ela comanda tudo, inclusive os meios de comunicação e a entrada do partido nascido da classe trabalhadora no poder não passou de um ponto fora da curva. Pense nisso.

(na rádio que trabalho faltou iniciativa minha mesmo, não faltou liberdade de expressão, mas sinto que perdi uma grande oportunidade…)

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