Por que a Ympactus fez o “mutirão da devolução” e pressiona Justiça para liberar pagamentos aos divulgadores?

Analisando o andamento dos processos de falência e criminal nos Estados Unidos, e os rumos que estes devem tomar nos próximos dias, fica fácil entender porque foi feito o “mutirão da devolução” no Brasil e porque tanta pressa e pressão para que a justiça do Acre libere logo os pagamentos dos divulgadores que entraram por último e/ou perderam dinheiro investido.
Ora, se a matriz da  Telexfree é nos Estados Unidos e a Ympactus é uma filial, ou representante dos serviços VOIP da Telexfree no Brasil, fica claro que desses mais de 600 milhões de reais bloqueados pela justiça do Acre,  grande parte é da matriz, pois foi arrecadado pela Ympactus, que em algum momento de alguma forma, em tese, deveria repassar à matriz que então efetuaria os pagamentos. Se a Ympactus recebia uma comissão pelas “vendas” de um “produto/serviço”, que era gerado, prestado, fornecido pela matriz americana, então, ela é devedora da Telexfree, ou seja, a Telexfree é credora da Ympactus. Diante disso, o dinheiro preso no Brasil é passível de ser requerido pela Justiça americana para juntar com o dinheiro apreendido por lá e outros países para posteriormente no processo de falência ser distribuído à vítimas do mundo todo, inclusive do Brasil.
O clima de cooperação mundial das Justiças na busca por vítimas, testemunhas e fundos pode trazer ao Brasil autoridades policiais e fiscais americanas para solicitar a transferência dessa grana para os EUA. Lembrando que a Procuradoria Federal americana na semana passada solicitou à Corte (que ainda não se manifestou) uma prorrogação e autorização para buscar mundo a fora fundos, testemunhas, vítimas e autoridades policiais para testemunhar no processo.
O número de 250 milhões de reais que o Carlos Costa (mutirão da devolução) tanto anunciou pode ser verdadeiro e suficiente para pagar os que foram prejudicados no Brasil, mas e o resto do mundo? Lembro que as únicas justiças que congelaram bens e dinheiro da empresa foram a brasileira e a americana, mas as vítimas são de dezenas de países.
Para Carlos Costa o negócio é pagar os brasileiros e ficar “limpo” por aqui?

vamos aguardar os fatos.

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